Lettre pour vous...

Mon cher...
Je suis de s'aventurer dans cette nouvelle aventure, ne supporte pas la monotonie de ma vie ... la confusion ne manquent pas en ce que ma petite tête et vous ... ahhh ... vous êtes la seule personne me fait encore voir de sens dans tout cela!Parlons de la musique, la littérature, la philosophie, des rêves, des fleurs, la mode, la photographie, les événements, sur l'amour ... de nous!

Vous avez toujours!!
Penny Lane

sexta-feira, 21 de maio de 2010

All the people that come and go...

Sinto saudade de todas as pessoas que passaram em minha vida. Muitas delas se foram e por força do tempo acabei me esquecendo, tem aquelas que a distância separa, mas o tempo não permite o esquecimento! Tem aquelas que ficam, e apenas conversamos por "orkut", msn, e-mail, pois o telefone já está démodé...até tentamos marcar algum encontro "mas há tantos desoncontros pela vida...". Então matamos as saudades vendo as fotos, atualizações, scraps...mas eu queria mesmo é ter tempo prá encontrar, abraçar, falar da vida, rir, chorar ou apenas olhar no olho de todas essas pessoas...que foram tão importantes pra mim, e ainda são...Já dizia o poeta que a amizade é o amor que nunca morre...e é verdade!
Amizade sem Trato Martha Medeiros
"Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?

(...)Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.

As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. Você não precisa de uma razão, basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.

Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso troca de elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?

Acho que é amor.

Oh, céus! Santa pieguice, Batman! Amor? Esta lengalenga de novo?

Sério, só mesmo amando um amigo para permitir que ele se atire no seu sofá e chore todas as dores dele sem que você se incomode nem um pingo com isso. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.

Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem dois amigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.

A maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção

Porto Alegre, 17 de setembro de 2006

Zero Hora, Edição nº 14999"

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